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25 de mar. de 2013

O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar.

                  Entrevista por Wolfgang Streich com o Dr. Alfred Neufeld. 

Dr. Neufeld Você pode explicar o termo envolvendo o pastor biblicamente? 
A idéia vem de ção pastoral do pastor tradição de Israel. A criação de animais, principalmente ovelhas, alimentação e cuidado, proteção e correção, serviu de exemplo para o cuidado espiritual do povo de Deus. O próprio Deus é frequentemente identificado como o Bom Pastor, expressa no Salmo 23. 
Jesus se identifica como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, que atinge ovelhas obedientes que acatam a sua voz e segui-lo, e que protege as suas ovelhas para que ninguém as arrebatará da sua mão. Pastores hoje fazer bem a considerar o caráter pastoral de Deus e da vida pastoral de Jesus como modelo profissional. 

Quanta autoridade deve ter o pastor na igreja? 
Bem, em primeiro lugar, é importante notar que os pastores são em número de quatro na lista dos dons espirituais em Efésios 4, e são uma nova adição à equipe de liderança espiritual da igreja. A concentração atual de autoridade pastoral, representado em uma única pessoa, não muito bíblica. O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar. Além disso, não há dúvida de que a Bíblia ensina uma forte liderança espiritual e pastoral. Temos também de ter em conta que é provável que os termos "pastor", "bispo", "presbítero" e "ancião" são sinônimos na Bíblia. 

8 de jan. de 2013

As duas expreções do Ministerio Pastoral

Conhecimento e habilidades são necessárias para o bom desempenho do ministério pastoral, mas o mais necessário e importante é o caráter. 

O triângulo formado por conhecimentos, habilidades e caráter é essencial para o bom desempenho de um ministério eficaz e equilibrada, tanto pastoral, como em qualquer outro papel de liderança. 

O apóstolo Paulo em 1 Coríntios 13: 13 diz: "E agora, a fé permanece, a esperança, o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." 

Parafraseando o texto para o assunto que nos toca, você poderia dizer: "E agora o conhecimento permanece, habilidades e caráter, estes três, mas o maior destes é o caráter." 

Caráter pastoral: um nível de expressão
A Bíblia nos diz que Moisés era muito manso, acima de todos os homens da Terra. Versão 1960 em Números 12:3 KJV usa a palavra "manso", enquanto a versão NVI usa a palavra "humilde". 

Uma oportunidade para ouvir um professor dizer: "Em seus primeiros 40 anos, Moisés tornou-se alguém, ao longo dos próximos 40 anos, Moisés tornou-se um, e nos 40 anos de sua vida, Moisés veio a entender Deus é tudo. " Deus usou um longo período de tempo para formar o personagem que viria a ser o libertador de Israel. 

22 de nov. de 2012

10 Perguntas vitais para um PASTOR.



  1. Nos últimos 30 dias você ouviu os membros da sua congregação conversando a respeito da sua visão em relação a sua igreja?
  2. A atmosfera da sua igreja é inquestionavelmente contagiante?
  3. A missão da sua igreja sai com com clareza, objetividade e convição vinda apaixonadamente do seu coração?
  4. Os seus lideres abraçam a sua visão?

29 de out. de 2012

Missões é questão de obediência



Há coisas que são facultativas para uma igreja, como, por exemplo, a construção
de templos. Em muitos lugares as igrejas se reúnem em lares, em tendas, debaixo de
árvores, em dependências emprestadas ou alugadas. Contudo, missões é mandamento de
Jesus e cabe à igreja obedecê-lo. Falar de “igreja missionária” é redundância, pois o
significado original da palavra “igreja” é: a comunidade daqueles que são chamados para fora.

8 de ago. de 2012

8 Recomendações para o uso eficaz do tempo:



O tempo é um dos bens mais valiosos do homem. Uma vez que esse bem se foi, não podemos recuperar. O tempo não é renovável!

Para aprofundar esta questão, resumimos 8 dicas que esperamos ajudá-lo a administrar seu tempo.

1 - Devemos pensar bem antes de tomar decisões, planejar e programar atividades.

2 - Devemos colocar Deus em primeiro lugar. Encontre o que Ele coloca como prioridade para nossas vidas.

3 - Nós somos espírito, alma e corpo e deve dar tempo a cada parte e ter um equilíbrio. 24 horas dividido em três partes.

4 - Como filhos de Deus, devemos considerar as decisões que Cristo em cada situação.

5 - A utilização de uma agenda é fundamental. E esta deve ter momentos bloqueados (que não se negocia) para se dedicar a Deus, família e descansar.

6 - A ordem de prioridades deve ser Deus em primeiro lugar, então a família (primeiro o cônjuge e filhos), terceiro trabalho, quarto  o nosso serviço na Igreja.

7 - Ferramentas como a Internet ou o telefone são muito úteis para organizar, economizar tempo, etc, mas temos que dominar esse recurso, não que eles nos dominem..

8 - Você tem que respeitar o tempo como algo que Deus nos dá, tratar e cuidar, porque não podemos comprar mais tempo do que ter um dia.

17 de jan. de 2012

PLANEJANDO UMA NOVA IGREJA


É incrível quanta tempo, energia e aflição pode ser evitada através de um simples planejamento básico. Tenho visto muitas igrejas fracassarem no seu propósito de plantação em função de um pobre, displicente e inconsequente planejamento. A plantação de uma igreja de muitas maneiras assemelha-se a um planejamento familiar.

Algumas famílias planejam os seus filhos, outras enfrentam gravidez inesperadas. Seja qual for o caso, a realidade é que a maioria das pessoas tem a mesma quantidade de tempo para se preparem antes da chegada do bebê.

Quando da chegada do bebê seria muito imprudência que os pais não tivessem devotado o tempo e a energia necessária para se prepararem mental, física, emocional - e especialmente - praticamente para este importante evento. Bebês precisam de fraldas, alimentação adequada, tempo, cuidado e atenção entre uma variedade de outras coisas. Precisamos encarar a plantação de uma igreja sob a mesma luz. Antes da igreja nascer, portanto, prepare, planeje, apronte-se.

Quatro fases da preparação:

1 - A Fase da Concepção

Esta é a fase onde a visão para uma nova congregação é concebida. Deus é quem planta esta semente no coração de um homem ou de uma mulher a fim de que o Seu propósito seja alcançado. A pessoa pode não saber em profundidade e nem em riqueza de detalhes sobre onde e como essa igreja irá nascer, mas a pessoa já sabe em seu espírito que essa igreja (ou muitas outras igrejas) irá nascer.

2 - A Fase da Gestação 

Essa é a fase crucial no estágio de plantação de igreja. É nessa fase que a estrutura e a força do futuro estará se formando. Tenho descoberto que quando um projeto de plantação de igreja fracassa, invariavelmente tem a ver com um medíocre desenvolvimento desta fase. A maior parte do trabalho base para a plantação de uma igreja precisa ser feito nessa fase.

O plantador da igreja precisa ter com clareza a sua visão, realizar os estudos e as pesquisas necessárias em relação à área que a igreja estará sendo plantada. É nesta fase que o núcleo base precisa ser desenvolvido, é imperativo desenvolver uma estratégia específica, levantar os fundos necessários para equipamento e logística de um modo geral.

Nessa fase também é necessário resistir à tentação de que o processo para “iniciar” a igreja está “demorando demais.” Promover um nascimento prematuro é uma tentação que está diante de todo plantador de igreja; a realidade é que abrir as portas de uma igreja sem uma preparação adequada pode ter sérias consequencias. Robert Logan, Peter Wagner e outros especialistas na área de plantação de igreja sugerem de 4-6 meses para se investir na fase da preparação.

3 - A Fase do Nascimento

Esse é o dia que tanto esperávamos! A nova igreja está pronta para abrir as suas portas ao público e começar a funcionar como um centro de adoração, cuidado, discipulado e evangelização.

Se o trabalho do alicerce foi bem planejado e alvos concretos foram alcançados então não existe nenhuma razão pela qual não compareça um significativo número de pessoas para essa congregação nascente. Aqui então se torna o começo de um centro onde uma comunidade irá consistentemente ver o reino das trevas ser destruído e o Reino de Deus expandido. Um grande farol foi aceso e as trevas irão fugir!

4 - A Fase da Maturidade

Se o plantador de igreja trabalhou com diligência e esmero as fases anteriores, esta fase é apenas uma consequancia natural de um sadio crescimento. O teste da maturidade de uma igreja tem a ver como quão bem ela está concretizando a sua visão. O alvo desse processo é de que a igreja venha a ser uma fonte reprodutora de novas igrejas.

Quando Jesus deu aos Seus discípulos a Grande Comissão, foi isso que Ele antecipou: que o mundo fosse ganho através da plantação de novas igrejas.

À Deus toda a Glória

21 de dez. de 2011

É um chamado, não uma carreira

"Conselhos para jovens líderes"
1. Cada cristão é um ministro. Ponto. Fim da história. Um ministro, por definição, é um servo ou um escravo. Somos ministros de Deus e da Igreja. Eu não sou um ministro mais ou menos do que qualquer outro cristão na minha igreja. Quando eu não estava recebendo um cheque de uma igreja, eu ainda era ministro.

2. Alguns ministros se tornarem líderes. No Brasil, os líderes são aqueles que servem à outras pessoas. Se você sempre servir a Deus e à Igreja como ministro, você acabará por se tornar um líder – uma pessoa de influência dentro de uma comunidade do Reino. À alguns líderes são dadas posições de liderança oficiais e à alguns não (E para algumas pessoas que não são líderes são dadas posições de liderança em nosso sistema falho.) .Mas a verdade é que se você está servindo e influenciando as pessoas que servem, então você é um líder.

3. Todos os ministros (e líderes) têm dons especiais concedidos pelo Espírito Santo para a edificação da sua comunidade local de fé. Alguns de nós foram criados para ensinar, organizar, para ser pastor ou para fielmente rezar. Idealmente, os ministros servem principalmente em suas áreas de sobredotação (Embora, como em qualquer família, todos nós fazemos coisas que não são grandes em caso de necessidade.). É normal que dentro da igreja os cristãos (ministros) servirem dentro das suas áreas de sobredotação e paixão.

15 de jun. de 2011

A estratégia de ser servo


Jesus Cristo, como líder, iniciou um empreendimento sem recursos, pessoas ou tecnologia, numa época dominada pelo Império Romano que detinha recursos, exércitos e armas. Além disto, ele teve a ousadia de escolher uma equipe sem preparo, desenvolvê-la num curto espaço de tempo e confiar o empreendimento a esta equipe, para que continuasse por muitos séculos. Jesus tinha a certeza de que o seu estilo de liderança produziria resultados. No entanto, sua maior marca foi fazer tudo sendo um líder-servo.
As bases de Jesus para a vida e a liderança
Em seu primeiro discurso, Jesus mostrou que, se os líderes não tiverem princípios sólidos para a vida, dificilmente conseguirão ter uma liderança sólida. Ele enfatizou:

Líderes que são pobres de espírito sabem como agir. Líderes que são pobres de espírito em relação à dominação, controle e manipulação, conseguem ter riqueza na atitude de servir.

Líderes sensíveis conseguem chorar, e sensibilizam outros. Líderes que conseguem expressar seus sentimentos envolvem os seus liderados na missão.

Líderes humildes adquirem capacidade de liderar por longo prazo. Líderes que eliminam a arrogância da sua liderança cometem menos desastres, ferem menos pessoas e alcançam maiores resultados.

Líderes justos alcançam resultados duradouros. Líderes conseguem servir às pessoas quando tem um senso de justiça afinado.

Líderes misericordiosos recebem misericórdia. A misericórdia aliada ao senso de justiça de um líder faz com que os parâmetros de serviço se tornem transparentes e não interesseiros.

Líderes puros vêem a verdade concretizada. Líderes comprometidos com a verdade normalmente conseguem servir quando têm um coração puro. O coração puro é fruto daquilo que o líder tem interiormente.

Líderes pacificadores têm sua autoridade reconhecida. Os pacificadores são reconhecidos como aqueles que podem intervir numa causa para alcançar resultados melhores.

Líderes perseguidos recebem recompensa. Na grande maioria dos casos, a perseguição é fruto da disposição do líder de “pagar o preço”, e serve como uma recompensa interior, de que ele está no caminho certo, servindo a uma causa ou a um grupo de pessoas.

Todo o estilo de liderança de Jesus Cristo estava fundamentado no caráter. A atitude de servo de Jesus foi baseada em alguns pilares do seu caráter. O servir na vida de Jesus implicava em ir até a morte para que as pessoas a quem ele desejava servir entendessem que ele estava fazendo isto para que elas tivessem qualidade de vida. A liderança voltada para o “eu” não se preocupa em servir aos outros, como também não está voltada para a transformação. Wiilkes afirma que “A verdadeira liderança servil começa quando o líder se humilha para cumprir a missão que lhe foi confiada, em vez de servir aos seus interesses pessoais”.
O que se denota do estilo de liderança de Jesus é que sua missão foi precedida do seu ensino, que foi baseado em seu exemplo de vida e que teve como lastro o seu caráter. Francês Hesselbein, presidente da Peter Drucker Foundation afirma que “o líder de hoje e do futuro será focado em como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem”. O fundamento da liderança para o serviço é constituído de alguns pilares que sustentam o caráter do líder, como: espírito simples, sensibilidade, humildade, justiça, misericórdia, pureza, paz e disposição de pagar o preço de servir. Estas bases conduzem o líder ao resultado.
Servir e liderar
O líder que deseja servir pode prover esperança em meio ao caos e pode ser um exemplo para aqueles que desejam direção e propósitos em suas vidas. O princípio que Jesus viveu é que, quando um líder se torna servo, irá ampliar o alcance da sua influência na liderança. O serviço funciona como um respaldo à autoridade. Na proporção em que um líder serve aos seus liderados, ele reforça sua autoridade para conduzi-los na direção dos objetivos que precisam ser atingidos. Na proporção em que o líder apenas manda nos seus liderados ele os força a seguí-lo por causa da sua posição.

Servir é fruto da visão de vida. Servir é fruto de um conjunto de valores que os líderes cultivam e praticam. Servir é uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda, que demonstrem uma aparência para as pessoas. Oswald Sanders comenta que: “Embora Jesus não fosse um revolucionário no sentido político, muitos de seus ensinos eram espantosos e revolucionários, especialmente aqueles concernentes à liderança. No mundo contemporâneo, o termo servo tem uma conotação de inferioridade, mas, não era assim no ensino de Jesus. Na verdade, ele magnificou o termo, igualando-o à grandeza, e isto, certamente, foi um conceito revolucionário. A maioria das pessoas não tem nada em tornar-se senhores, mas há muito pouca atração em ser servo”.

Um líder não é apenas alguém que detém o poder para conduzir um grupo de pessoas a alcançar um objetivo. Jesus trabalhou um conceito de poder diferenciado com seus discípulos. Logo quando os chamou para iniciarem a missão com ele, afirmou que lhes daria poder para serem efetivos. O poder a que Jesus se referia indicava autoridade ou lastro. A ênfase de Jesus na figura do líder-servo foi especialmente para combater o falso tipo de liderança que existia em sua época.
A estratégia de líder-servo de Jesus
A história e a estratégia de Jesus apenas mostram aquilo que não é novidade. De tempos em tempos, os líderes começam apenas a exercer uma função que lhes foi conferida, fascinam-se com os símbolos de poder e distanciam-se de um exemplo prático de liderança que serve as pessoas. Um dos significados mais fortes que Jesus deu para a liderança não foi simplesmente realizar coisas, mas formar pessoas. O apego ao poder da função faz com que os líderes queiram realizar cada vez mais atividades e se preocupem cada vez menos com o desenvolvimento de outros líderes.
Poder, delegação e desenvolvimento de líderes são três coisas conexas na vida de Jesus. O que Jesus mostrou através do seu próprio exemplo é que o maior legado que um líder pode deixar para o futuro é a formação de outros líderes através da sua própria vida.
Quando se observa a vida de Jesus, entende-se a forma como ele conseguiu conjugar dois termos aparentemente opostos: servir e liderar. Liderar requer motivação, servir requer coragem. Liderar depende das habilidades que se consegue obter, mas servir depende daquilo que uma pessoa é. A liderança servidora não é apenas uma boa forma de se liderar. Líderes-servos não são passivos conforme Lawrence. Eles se envolvem com seus liderados, ajudando-os a crescer. No entanto, o envolvimento não é apenas intelectual, mas de coração a coração.
Líderes são servos e eficazes quando as pessoas que lideram se tornam melhores por sua causa, e não quando conseguem subjugá-las para que os sirvam e alcancem melhores resultados. A formação de um líder-servo parece não ser completa apenas com a assimilação de alguns conceitos. É necessário um processo. A primeira parte do processo implica em fazer o líder desaprender parte do que sabe sobre liderança, especialmente o que contraria a essência do que significa ser servo. A segunda parte do processo implica em padecer as dores de tornar-se servo, assimilando valores que influirão no “ser” do líder. Quando o líder capacita seus liderados esta é uma forma de servi-los.