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14 de out. de 2013

Com que antecipação você deve planejar os sermões na igreja?

"Eu diria que os sermões mensais são preparados com antecipação de três semanas ou mais. Mas o que temos é um Calendário Anual de ênfase que quer dar a cada mês na igreja. Tal cronograma é feito um ano de antecedência ou em vez disso, em novembro ou dezembro do ano anterior. então a cada mês e têm o seu foco, seus textos e temas bíblicos que queria jogar.
Todo o processo de planejamento começa com a equipe pastoral, mais ou menos no final de cada ano. Conscientemente, nós entramos em um tempo de oração, na busca de um foco para o próximo ano e um texto bíblico para ser o lema para o ano. De lá, quebrar os temas

16 de set. de 2013

EXCELENTES RECURSOS

Quando as pessoas pensam alcançar um determinado alvo ou sonho, frequentemente elas iniciam essa trajetória verificando os seus recursos, a fim de determinar se podem ou não obter ou alcançar aquilo que desejam. É sábio agir dessa maneira. Mas onde a maioria das pessoas falham, nessa fase da empreitada, é que elas tendem a se concentrarem na utilização dos recursos errados.

Exemplo: de modo geral, a maioria das pessoas se concentram na questão financeira. Para elas dinheiro é fundamental e se perguntam: “Quanto dinheiro eu tenho?” Óbvio que temos que ter os recursos financeiros, mas o dinheiro – ao contrário do que muitos pensam – não é o maior de todos os recursos. Na realidade existem outros recursos que são mais importantes e com toda certeza, muito mais impactantes que dinheiro

Dê uma examinada na pequena lista que lhe dou abaixo. Se você tiver dinheiro, mas não tiver essas qualidades, você não irá muito longe, ainda que tenha todos os recursos financeiros disponíveis. Por outro lado, se você tiver essas qualidades, mas ainda existirem carências no departamento de dinheiro, mesmo assim você poderá ir em busca e, eventualmente, alcançar o sonho ou alvo desejado.

1. Desejo.
O primeiro passo rumo a realização de um sonho, de um alvo a ser alcançado, tem como base e fundamento o desejo de realmente alcançá-lo. Por desejo, quero dizer, uma pré-disposição de pagar um preço, ainda que alto para conquistar o que deseja ser conquistado; em outras palavras, é ter no coração aquele fogo que não é consumido em tempo algum. Assemelha-se à atitude do personagem de Alex Houxley da série “Raízes” em que o seu maior desejo na vida era sentir o gosto da tão sonhada liberdade e se ver livre das cadeias e da argola de escravo que carregava em seu pescoço.

8 de jun. de 2013

Os segredos dos Pastores

Alguns dias atrás eu recebi esta reflexão com fatos interessantes e estatísticas sobre o pastorado, fui enviado a partir dos Pastores União Boaco, Nicarágua. Esta reflexão é originalmente escrito em Inglês por Philip Wagner e depois traduzido para o espanhol. Embora o artigo é, na verdade, as estatísticas e os pastores americanos problemas são os mesmos em todo o mundo. Que Deus te abençoe na leitura deste artigo:

Peter Drucker, o guru da liderança tarde disse que os quatro trabalhos mais difíceis, nos Estados Unidos (e não necessariamente nessa ordem) são:

1 - Ser presidente dos Estados Unidos.
2 - Ser presidente de uma universidade.
3 - Ser um CEO hospital, e
4 - Seja Pastor.
Isso é verdade? Pastores amar a Deus e amar as pessoas. Eles oram para o povo, levar as pessoas a ter fé em Jesus Cristo e ensinar a Palavra de Deus.
Este é um trabalho de sonho. Você pode ler a Bíblia todos os dias, rezar, jogar golfe e pregar. Eu quero fazer isso!
Aqui vai o segredo: ser pastor é um trabalho árduo, não para os frangos.

10 de abr. de 2013

Como posso saber se sou chamado para o Ministério Pastoral?


Já me perguntaram isso muitas vezes, e não tenho certeza se concordo com ela. Essa questão muitas vezes assume que o pastor, única entre todas as vocações do mundo, vai (e às vezes deve) ter um chamado poderoso, divino e subjetivo para o ministério, que sem sombra de dúvida o apontará para a direção ordenada por Deus. Eu não vejo apoio para esse tipo de experiência normativa nas Escrituras.
Mas eu entendo o que os jovens estão procurando. Eles entendem que o ministério pastoral é um trabalho pesado, que não deve ser assumido levianamente. Então, naturalmente, eles querem saber se as suas inclinações não visam o benefício próprio e se sua direção não é uma incumbência de tolo. Eles estão à procura de uma sinalização ao longo do caminho para mostrar-lhes que não estão, obviamente, no caminho errado. Isso é um impulso louvável.
Eis algumas perguntas que você deve perguntar a si mesmo enquanto considera o chamado para o ministério pastoral.
1. Eu preencho as qualificações estabelecidas em 1 Timóteo 3 e Tito 1? 
Esse é o lugar para começar. Se o seu caráter não é maduro, estável e (de forma não perfeccionista) exemplar, então você não está pronto para ser um pastor. Isso não significa necessariamente que você está no caminho errado, se você ainda não tem vitória sobre certos pecados (como pornografia), mas significa que você não estará pronto até preencher os padrões bíblicos.

25 de mar. de 2013

O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar.

                  Entrevista por Wolfgang Streich com o Dr. Alfred Neufeld. 

Dr. Neufeld Você pode explicar o termo envolvendo o pastor biblicamente? 
A idéia vem de ção pastoral do pastor tradição de Israel. A criação de animais, principalmente ovelhas, alimentação e cuidado, proteção e correção, serviu de exemplo para o cuidado espiritual do povo de Deus. O próprio Deus é frequentemente identificado como o Bom Pastor, expressa no Salmo 23. 
Jesus se identifica como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, que atinge ovelhas obedientes que acatam a sua voz e segui-lo, e que protege as suas ovelhas para que ninguém as arrebatará da sua mão. Pastores hoje fazer bem a considerar o caráter pastoral de Deus e da vida pastoral de Jesus como modelo profissional. 

Quanta autoridade deve ter o pastor na igreja? 
Bem, em primeiro lugar, é importante notar que os pastores são em número de quatro na lista dos dons espirituais em Efésios 4, e são uma nova adição à equipe de liderança espiritual da igreja. A concentração atual de autoridade pastoral, representado em uma única pessoa, não muito bíblica. O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar. Além disso, não há dúvida de que a Bíblia ensina uma forte liderança espiritual e pastoral. Temos também de ter em conta que é provável que os termos "pastor", "bispo", "presbítero" e "ancião" são sinônimos na Bíblia. 

8 de jan. de 2013

As duas expreções do Ministerio Pastoral

Conhecimento e habilidades são necessárias para o bom desempenho do ministério pastoral, mas o mais necessário e importante é o caráter. 

O triângulo formado por conhecimentos, habilidades e caráter é essencial para o bom desempenho de um ministério eficaz e equilibrada, tanto pastoral, como em qualquer outro papel de liderança. 

O apóstolo Paulo em 1 Coríntios 13: 13 diz: "E agora, a fé permanece, a esperança, o amor, estes três, mas o maior destes é o amor." 

Parafraseando o texto para o assunto que nos toca, você poderia dizer: "E agora o conhecimento permanece, habilidades e caráter, estes três, mas o maior destes é o caráter." 

Caráter pastoral: um nível de expressão
A Bíblia nos diz que Moisés era muito manso, acima de todos os homens da Terra. Versão 1960 em Números 12:3 KJV usa a palavra "manso", enquanto a versão NVI usa a palavra "humilde". 

Uma oportunidade para ouvir um professor dizer: "Em seus primeiros 40 anos, Moisés tornou-se alguém, ao longo dos próximos 40 anos, Moisés tornou-se um, e nos 40 anos de sua vida, Moisés veio a entender Deus é tudo. " Deus usou um longo período de tempo para formar o personagem que viria a ser o libertador de Israel. 

22 de nov. de 2012

10 Perguntas vitais para um PASTOR.



  1. Nos últimos 30 dias você ouviu os membros da sua congregação conversando a respeito da sua visão em relação a sua igreja?
  2. A atmosfera da sua igreja é inquestionavelmente contagiante?
  3. A missão da sua igreja sai com com clareza, objetividade e convição vinda apaixonadamente do seu coração?
  4. Os seus lideres abraçam a sua visão?

20 de ago. de 2012

Pastores Feridos


Pastores que abandonam o púlpito enfrentam o difícil caminho da auto-aceitação e do recomeço.
Por Marcelo Brasileiro
Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”?
As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo.  Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.

27 de jun. de 2012

Um pedido aos missionários brasileiros

Amigo missionário brasileiro,
Ao escrever, presumo que agência e igreja são parceiras nas decisões de envio e acompanhamento de nossa atuação missionária.
Encontro-me regularmente com líderes e missionários. Percebo que a nossa força missionária tem muitos pontos positivos. Mas manifesta-se numa minoria comportamentos bem independentes, ao tornarem-se agenciadores de novos missionários. Nesse caso, passam a facilitar a chegada de novos missionários, sem que estes passem pelos critérios de seleção, treinamento/orientação e envio de agências estabelecidas e experientes. O resultado deste comportamento independente costuma ter inúmeras dores de cabeça que poderiam ser evitadas. Não estou dizendo que o envio por boas agências sempre dá certo, mas as falhas são bem menos frequentes. Quando missionários recebem novos missionários, sem processá-los via estruturas enviadoras, na prática, fazem o seguinte:

1) Desonram os centros de treinamento e de envio do Brasil, passando o recado implícito de que possuem pouco valor. Ou seja, as pessoas podem ir de qualquer jeito.

2) Adicionam casos trágicos que levam pessoas a pensar que no Brasil não somos sérios, quando, na verdade, a empreitada problemática não passou por critérios estabelecidos de ministérios respeitados.

3) Implicitamente, endossam independência como valor cristão. Sabemos que pessoas que não prestam conta a líderes costumam gerar uma série de problemas para eles próprios e para outros.

Por isso, com humildade, peço aos missionários do Brasil que recusem a tentação de agirem como se fossem agências missionárias. Deixem que as agências sejam agências. E que a força missionária brasileira seja uma força atuante no campo, no papel designado por Deus. Entendo que assim, funcionando como Corpo em comunhão, cada um no seu papel, produziremos mais para a glória de Deus.

Silas Tostes é presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e diretor da Missão Antioquia.

21 de dez. de 2011

É um chamado, não uma carreira

"Conselhos para jovens líderes"
1. Cada cristão é um ministro. Ponto. Fim da história. Um ministro, por definição, é um servo ou um escravo. Somos ministros de Deus e da Igreja. Eu não sou um ministro mais ou menos do que qualquer outro cristão na minha igreja. Quando eu não estava recebendo um cheque de uma igreja, eu ainda era ministro.

2. Alguns ministros se tornarem líderes. No Brasil, os líderes são aqueles que servem à outras pessoas. Se você sempre servir a Deus e à Igreja como ministro, você acabará por se tornar um líder – uma pessoa de influência dentro de uma comunidade do Reino. À alguns líderes são dadas posições de liderança oficiais e à alguns não (E para algumas pessoas que não são líderes são dadas posições de liderança em nosso sistema falho.) .Mas a verdade é que se você está servindo e influenciando as pessoas que servem, então você é um líder.

3. Todos os ministros (e líderes) têm dons especiais concedidos pelo Espírito Santo para a edificação da sua comunidade local de fé. Alguns de nós foram criados para ensinar, organizar, para ser pastor ou para fielmente rezar. Idealmente, os ministros servem principalmente em suas áreas de sobredotação (Embora, como em qualquer família, todos nós fazemos coisas que não são grandes em caso de necessidade.). É normal que dentro da igreja os cristãos (ministros) servirem dentro das suas áreas de sobredotação e paixão.

25 de nov. de 2011

O que querem os seguidores em um líder?

A eficácia da ° C na liderança
1) Eles querem ver caráter em seu líder.
2) Eles querem ver a sua capacidade de líder. 
3) Eles querem ver compaixão em seu líder.
4) Eles querem perceber compreensão em seu líder.
5) Eles querem ver compromisso de seu líder. 
6) Eles querem ver conhecimento como um líder. 
7) Eles querem sentir-se conectado seu líder. 
8) Eles querem ver convicções em seu líder. 
9) Eles querem ver confiabilidade em seu líder. 
10) Eles querem receber conselho seu líder. 

13 de out. de 2011

Pastor também precisa ser pastoreado

Quanta beleza captadas na poesia imortal do Rei Pastor, David! Refúgio de muitas gerações, este salmo revela como nenhum outro os aspectos mais íntimos do coração pastoral de nosso Pai celestial. e para uma época em que a voz da maioria dos verbos. Nada me faltará, em verdes pastos, Ele me faz repousar, junto das águas Ele me conduz; O restaurado a minha alma guia-me pelas veredas da justiça, do seu pessoal e tranquila me dá alento, eu preparei uma mesa perante os meus inimigos; unge minha cabeça. Sem ser um especialista em estruturas gramaticais, óbvio que todos os verbos têm uma construção idêntica. Eles estão na voz passiva. Em cada um, a ovelha é o destinatário e não o gerador da ação. Receber algo do pastor, a prestação, descanso, endereço, restauração, orientação, incentivo, serviço unção.
Devemos observar que essas coisas são o resultado das ações do pastor, e não as ovelhas. Quem ama e quer o melhor para eles, agindo permanentemente a fim de receber o que eles consideram essenciais para seu bem-estar. A proporção é um bastante simples: eles recebem, ele dá.
Como é difícil para nós, os pastores, tire o casaco de pastor e ovelhas para entrar em posição. Estamos acostumados a manada, para não ser apascentados.Por que deveríamos parar neste detalhe? Pela simples razão de que existem muitas ovelhas no aprisco que acreditam que é de sua responsabilidade para produzir essas realidades. Eles estão tentando recuperá-los ou levar a pastos verdejantes. A responsabilidade das ovelhas, no entanto, é uma só: vamos pastor. O pastor cuida do resto. É necessário apenas que está disposto a ser guiado, restaurado, animado, e assim por diante.
Este princípio é o Norman Grubb, um dos grandes heróis da misioneral jogo chamado um fato fundamental da vida espiritual. Deus sempre age segundo a sua natureza eterna, eo homem como seu, e não tem variação em ambos. Deus é sempre o doador, o homem é sempre o receptor. Quando esquecemos este princípio, nós perdemos a natureza da dependência absoluta é essencial para uma vida vitoriosa.
Como é difícil para nós, pastores, tirar o paletó e nos colocar em posição de ovelha. Estamos acostumados a manada, para não ser apascentados.

Em meio à pressão ministerial,  você não quer ser levado em verdes pastos, ou relaxar a águas tranqüilas? Claro, certo? Então por que não ter um momento para colocar as coisas de volta no lugar. Antes de ser pastor. Somos primeiro ovelha. E como  ovelha, precisamos de pastos. Abra seu coração para o cuidado suave do Grande Pastor de Israel!

15 de jun. de 2011

A estratégia de ser servo


Jesus Cristo, como líder, iniciou um empreendimento sem recursos, pessoas ou tecnologia, numa época dominada pelo Império Romano que detinha recursos, exércitos e armas. Além disto, ele teve a ousadia de escolher uma equipe sem preparo, desenvolvê-la num curto espaço de tempo e confiar o empreendimento a esta equipe, para que continuasse por muitos séculos. Jesus tinha a certeza de que o seu estilo de liderança produziria resultados. No entanto, sua maior marca foi fazer tudo sendo um líder-servo.
As bases de Jesus para a vida e a liderança
Em seu primeiro discurso, Jesus mostrou que, se os líderes não tiverem princípios sólidos para a vida, dificilmente conseguirão ter uma liderança sólida. Ele enfatizou:

Líderes que são pobres de espírito sabem como agir. Líderes que são pobres de espírito em relação à dominação, controle e manipulação, conseguem ter riqueza na atitude de servir.

Líderes sensíveis conseguem chorar, e sensibilizam outros. Líderes que conseguem expressar seus sentimentos envolvem os seus liderados na missão.

Líderes humildes adquirem capacidade de liderar por longo prazo. Líderes que eliminam a arrogância da sua liderança cometem menos desastres, ferem menos pessoas e alcançam maiores resultados.

Líderes justos alcançam resultados duradouros. Líderes conseguem servir às pessoas quando tem um senso de justiça afinado.

Líderes misericordiosos recebem misericórdia. A misericórdia aliada ao senso de justiça de um líder faz com que os parâmetros de serviço se tornem transparentes e não interesseiros.

Líderes puros vêem a verdade concretizada. Líderes comprometidos com a verdade normalmente conseguem servir quando têm um coração puro. O coração puro é fruto daquilo que o líder tem interiormente.

Líderes pacificadores têm sua autoridade reconhecida. Os pacificadores são reconhecidos como aqueles que podem intervir numa causa para alcançar resultados melhores.

Líderes perseguidos recebem recompensa. Na grande maioria dos casos, a perseguição é fruto da disposição do líder de “pagar o preço”, e serve como uma recompensa interior, de que ele está no caminho certo, servindo a uma causa ou a um grupo de pessoas.

Todo o estilo de liderança de Jesus Cristo estava fundamentado no caráter. A atitude de servo de Jesus foi baseada em alguns pilares do seu caráter. O servir na vida de Jesus implicava em ir até a morte para que as pessoas a quem ele desejava servir entendessem que ele estava fazendo isto para que elas tivessem qualidade de vida. A liderança voltada para o “eu” não se preocupa em servir aos outros, como também não está voltada para a transformação. Wiilkes afirma que “A verdadeira liderança servil começa quando o líder se humilha para cumprir a missão que lhe foi confiada, em vez de servir aos seus interesses pessoais”.
O que se denota do estilo de liderança de Jesus é que sua missão foi precedida do seu ensino, que foi baseado em seu exemplo de vida e que teve como lastro o seu caráter. Francês Hesselbein, presidente da Peter Drucker Foundation afirma que “o líder de hoje e do futuro será focado em como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem”. O fundamento da liderança para o serviço é constituído de alguns pilares que sustentam o caráter do líder, como: espírito simples, sensibilidade, humildade, justiça, misericórdia, pureza, paz e disposição de pagar o preço de servir. Estas bases conduzem o líder ao resultado.
Servir e liderar
O líder que deseja servir pode prover esperança em meio ao caos e pode ser um exemplo para aqueles que desejam direção e propósitos em suas vidas. O princípio que Jesus viveu é que, quando um líder se torna servo, irá ampliar o alcance da sua influência na liderança. O serviço funciona como um respaldo à autoridade. Na proporção em que um líder serve aos seus liderados, ele reforça sua autoridade para conduzi-los na direção dos objetivos que precisam ser atingidos. Na proporção em que o líder apenas manda nos seus liderados ele os força a seguí-lo por causa da sua posição.

Servir é fruto da visão de vida. Servir é fruto de um conjunto de valores que os líderes cultivam e praticam. Servir é uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda, que demonstrem uma aparência para as pessoas. Oswald Sanders comenta que: “Embora Jesus não fosse um revolucionário no sentido político, muitos de seus ensinos eram espantosos e revolucionários, especialmente aqueles concernentes à liderança. No mundo contemporâneo, o termo servo tem uma conotação de inferioridade, mas, não era assim no ensino de Jesus. Na verdade, ele magnificou o termo, igualando-o à grandeza, e isto, certamente, foi um conceito revolucionário. A maioria das pessoas não tem nada em tornar-se senhores, mas há muito pouca atração em ser servo”.

Um líder não é apenas alguém que detém o poder para conduzir um grupo de pessoas a alcançar um objetivo. Jesus trabalhou um conceito de poder diferenciado com seus discípulos. Logo quando os chamou para iniciarem a missão com ele, afirmou que lhes daria poder para serem efetivos. O poder a que Jesus se referia indicava autoridade ou lastro. A ênfase de Jesus na figura do líder-servo foi especialmente para combater o falso tipo de liderança que existia em sua época.
A estratégia de líder-servo de Jesus
A história e a estratégia de Jesus apenas mostram aquilo que não é novidade. De tempos em tempos, os líderes começam apenas a exercer uma função que lhes foi conferida, fascinam-se com os símbolos de poder e distanciam-se de um exemplo prático de liderança que serve as pessoas. Um dos significados mais fortes que Jesus deu para a liderança não foi simplesmente realizar coisas, mas formar pessoas. O apego ao poder da função faz com que os líderes queiram realizar cada vez mais atividades e se preocupem cada vez menos com o desenvolvimento de outros líderes.
Poder, delegação e desenvolvimento de líderes são três coisas conexas na vida de Jesus. O que Jesus mostrou através do seu próprio exemplo é que o maior legado que um líder pode deixar para o futuro é a formação de outros líderes através da sua própria vida.
Quando se observa a vida de Jesus, entende-se a forma como ele conseguiu conjugar dois termos aparentemente opostos: servir e liderar. Liderar requer motivação, servir requer coragem. Liderar depende das habilidades que se consegue obter, mas servir depende daquilo que uma pessoa é. A liderança servidora não é apenas uma boa forma de se liderar. Líderes-servos não são passivos conforme Lawrence. Eles se envolvem com seus liderados, ajudando-os a crescer. No entanto, o envolvimento não é apenas intelectual, mas de coração a coração.
Líderes são servos e eficazes quando as pessoas que lideram se tornam melhores por sua causa, e não quando conseguem subjugá-las para que os sirvam e alcancem melhores resultados. A formação de um líder-servo parece não ser completa apenas com a assimilação de alguns conceitos. É necessário um processo. A primeira parte do processo implica em fazer o líder desaprender parte do que sabe sobre liderança, especialmente o que contraria a essência do que significa ser servo. A segunda parte do processo implica em padecer as dores de tornar-se servo, assimilando valores que influirão no “ser” do líder. Quando o líder capacita seus liderados esta é uma forma de servi-los.