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14 de out. de 2013

Com que antecipação você deve planejar os sermões na igreja?

"Eu diria que os sermões mensais são preparados com antecipação de três semanas ou mais. Mas o que temos é um Calendário Anual de ênfase que quer dar a cada mês na igreja. Tal cronograma é feito um ano de antecedência ou em vez disso, em novembro ou dezembro do ano anterior. então a cada mês e têm o seu foco, seus textos e temas bíblicos que queria jogar.
Todo o processo de planejamento começa com a equipe pastoral, mais ou menos no final de cada ano. Conscientemente, nós entramos em um tempo de oração, na busca de um foco para o próximo ano e um texto bíblico para ser o lema para o ano. De lá, quebrar os temas

16 de set. de 2013

EXCELENTES RECURSOS

Quando as pessoas pensam alcançar um determinado alvo ou sonho, frequentemente elas iniciam essa trajetória verificando os seus recursos, a fim de determinar se podem ou não obter ou alcançar aquilo que desejam. É sábio agir dessa maneira. Mas onde a maioria das pessoas falham, nessa fase da empreitada, é que elas tendem a se concentrarem na utilização dos recursos errados.

Exemplo: de modo geral, a maioria das pessoas se concentram na questão financeira. Para elas dinheiro é fundamental e se perguntam: “Quanto dinheiro eu tenho?” Óbvio que temos que ter os recursos financeiros, mas o dinheiro – ao contrário do que muitos pensam – não é o maior de todos os recursos. Na realidade existem outros recursos que são mais importantes e com toda certeza, muito mais impactantes que dinheiro

Dê uma examinada na pequena lista que lhe dou abaixo. Se você tiver dinheiro, mas não tiver essas qualidades, você não irá muito longe, ainda que tenha todos os recursos financeiros disponíveis. Por outro lado, se você tiver essas qualidades, mas ainda existirem carências no departamento de dinheiro, mesmo assim você poderá ir em busca e, eventualmente, alcançar o sonho ou alvo desejado.

1. Desejo.
O primeiro passo rumo a realização de um sonho, de um alvo a ser alcançado, tem como base e fundamento o desejo de realmente alcançá-lo. Por desejo, quero dizer, uma pré-disposição de pagar um preço, ainda que alto para conquistar o que deseja ser conquistado; em outras palavras, é ter no coração aquele fogo que não é consumido em tempo algum. Assemelha-se à atitude do personagem de Alex Houxley da série “Raízes” em que o seu maior desejo na vida era sentir o gosto da tão sonhada liberdade e se ver livre das cadeias e da argola de escravo que carregava em seu pescoço.

29 de mar. de 2013

O Uso Correto Do Dia Do Senhor


Stuart Olyott

As pessoas não-convertidas não têm grande interesse no uso correto do Dia do Senhor, e inúmeros crentes se mostram confusos a respeito deste assunto. Esta confusão permanecerá enquanto não levarmos em conta os seguintes fatos importantes.
QUAIS SÃO ESTES FATOS?
1. Quando a Bíblia usa o termo “sabbath”, ele não significa “sábado”. “Sabbath” não é o nome de um dia da semana. A palavra é usada para descrever um tipo de dia, um dia de descanso do trabalho. Em todo o Antigo Testamento, os anos tinham 365 dias, e todo ano começava em um dia de “sabbath” (Lv 23.4-16). Outras datas fixas nunca podiam ser “sabbath” (Êx 12.1-28; Lv 23.15). Para fazer com que isso acontecesse, o calendário tinha de ser ajustado regularmente. A História nos ensina que isso era feito por acrescentar ao ano “sabbaths” extras que ocorriam consecutivamente. Identificar “sabbath” com o dia de sábado é um erro.  Foi apenas depois do ajuste definitivo do calendário judaico, em 359 D.C, que os “sabbaths” dos judeus passaram a cair sempre no dia que agora chamamos de “sábado”.
2. O “sabbath” [descanso] não é uma instituição judaica. Deus o instituiu na criação (Gn 2.1-3). É um dom de Deus para ahumanidade (Mc 2.27).
3. Em certo aspecto, os Dez Mandamentos são diferentes de todas as outras leis encontradas nas Escrituras. Deus os escreveu com o seu próprio dedo. O Quarto Mandamento dEle é positivo, o mais comprido e o mais detalhado dentre os dez, fazendo uma ligação entre os aspectos divino e humano, moral e cerimonial da Lei (Êx 20.8-11; 31.18).
4. O “sabbath” era importante para nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia não nos fala muito sobre os hábitos de Jesus, mas diz que Ele
tinha o costume de ir à sinagoga no “sabbath” (Lc 4.16). Jesus anunciou que era Senhor do dia de “sabbath” (Mc 2.28). Dizer que o “sabbath” não existe mais é uma negação do senhorio de Cristo.

5. O Senhor do “sabbath” transferiu este dia para o primeiro dia da semana. Este foi o dia em que Ele ressuscitou dos mortos (Jo 20.1-18), apareceu aos discípulos (Jo 20.19, 26) e derramou o seu Espírito (At 2.1).
6. Os apóstolos e a igreja primitiva guardavam com distinção o primeiro dia da semana (At 20.7; 1 Co 16.2). Para evitar confusão, o Novo Testamento Grego chama o sábado judaico de “sabbath” e o primeiro dia da semana de “o primeiro dos sabbaths” (na tradução em português “o primeiro dia da semana” - Mt 28.1; Mc 16 2, 9; Lc 24.1; Jo 20.1,19; At 20.7; 1 Co 16.2). Algumas pessoas crêem que isto é apenas uma expressão idiomática grega significando apenas “o primeiro dia do ciclo da semana”. Contudo, não existe quase nenhuma evidência para isto. Temos de encarar os fatos: o primeiro dia da semana é um “sabbath”. Também conhecido como “o dia do Senhor” (Ap 1.10).
7. Durante toda a história da igreja, o domingo tem sido observado como o “sabbath” dos cristãos. A evidência documental é unânime e retrocede a 74 D. C. Durante as piores perseguições, perguntava-se aos suspeitos de serem cristãos: “Dominicum Servasti?” (Você guarda o dia do Senhor?) Os verdadeiros crentes respondiam: “Eu sou um cristão, não posso deixar de fazer isso?” O que os crentes responderiam hoje?
8. É realmente imoral não guardar o Dia do Senhor. O Quarto Mandamento, que nos recorda isso, está em um código que proíbe a idolatria, o assassinato, o furtar, o mentir e o cobiçar. O Quarto Mandamento nunca foi anulado, e nunca o será (Mt 5.18). Quebrar um mandamento da Lei significa tornar-se culpado de todos os demais (Tg 2.10). A violação do dia de descanso traz o juízo de Deus (Ne 13. 15-22).
9. O domingo, o dia do Senhor, é um dia de regozijo e satisfação (Sl 118.24; 112.1). A Palavra de Deus chama-o de deleite (Is 58.13). Deus nos deu esse dia como uma bênção para todos nós (Mc 2.27-28). Falando sobre a época evangélica, Isaías diz: “Bem-aventurado o homem que... se guarda de profanar o sábado” (Is 56.2).
10. As bênçãos do Dia do Senhor são visíveis a todos: recorda aos homens e mulheres caídos que existe um Deus a quem eles devem adorar; dá aos crentes a oportunidade de se reunirem ao redor da Palavra e, assim, mantém a vida espiritual deles; fornece oportunidades para a pregação do evangelho; fortalece os laços familiares; permite que toda a nação descanse; promove a saúde... e a lista poderia continuar.
11. No Antigo Testamento, homens piedosos, como Moisés, Amós, Oséias, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Neemias, contenderam com as pessoas por causa do dia de descanso. A história da igreja está repleta de outros que fizeram o mesmo. O que nos impede de seguir o exemplo deles?

COMO DEVEMOS USAR O DOMINGO?
Com estes fatos em mente, podemos ver que, para nós, o domingo é o dia de descanso ordenado por Deus. É o dia que incorpora tudo o que é permanente e universal no Quarto Mandamento. Então, como devemos usá-lo? Para responder esta pergunta, temos de falar tanto negativa como positivamente.

OQUE NÃO DEVEMOS FAZER
Não devemos imitar os fariseus.

O dia de descanso tem sua origem na Criação. Por um tempo, usou as vestes do Antigo Testamento. No entanto, agora está com uma roupagem do Novo Testamento. Isto significa que não podemos impor ao dia de descanso as regras mosaicas que já passaram, tais como as que encontramos em Êxodo 35.2-3 ou Números 15.32-36. Não devemos ter em mente uma lista de faça e não faça, tal como se lê em Mateus 12.1-2. À legislação de Moisés, os fariseus acrescentaram todo tipo de regras deles mesmos. Para os fariseus, esfregar o grão na mão era o mesmo que debulhá-lo. Eles também tinham regras a respeito de quanto peso se devia carregar e quão distante se podia caminhar no dia de descanso. Por trás de todas as regras dos fariseus, havia uma mentalidade que não tem qualquer lugar na vida de um crente do Novo Testamento.
Não devemos trabalhar.
Na Bíblia, a palavra “trabalhar” significa muito mais do que ganhar a vida. Também se refere aos deveres de nosso dia-a-dia, à nossa recreação e ao pensamento que motiva estas coisas. Quanto for possível, todas estas coisas têm de ser colocadas de lado, tanto por nós como por aqueles pelos quais somos responsáveis. Devem ser colocadas de lado não porque somos pecadores ou impuros, e sim porque Deus nos ordenou que as fizéssemos nos outros seis dias da semana (Êx 20.8-11).
Não devemos ficar ociosos.
O descanso de Deus, após a Criação, não foi inatividade, e sim o cessar um tipo de atividade (Jo 5.17). O domingo deve ser um descanso santo que nos faz cessar um conjunto de objetivos, para que sigamos outro conjunto de objetivos bastante diferentes. Não é um dia para vadiarmos por aí.

O QUE DEVEMOS FAZER
Devemos nos reunir com outros crentes.

Devemos nos reunir, tanto for mal como informalmente (At 2.1; 20.7; Jo 20.26). A Bíblia não delineia algum tipo de lista de atividades para o domingo, mas o princípio é claro.  O domingo não é um dia para gastarmos sozinhos ou somente com a família.
Devemos nos reunir especificamente para a edificação, ou seja, para edificarmos uns aos outros nas coisas de Deus. De tudo o que fizermos com este objetivo, o ensino da Palavra e a Ceia do Senhor são o mais importante (Atos 20.7).
Devemos evangelizar.
O Dia de Pentecostes começou com uma assembléia que visava à ajuda e ao encorajamento mútuos, mas a vinda do Espírito também consagrou aquele dia à evangelização.  A vinda do Espírito Santo pode ser vista como um penhor de sua bênção nesta conexão (At 2).
Devemos nos envolver em obras de misericórdia.
É lícito fazer o bem no domingo, especialmente salvar vidas, curar e trabalhar pelo bem-estar espiritual dos outros (Lc 6.9; Mt 12.5; Lc 13.10-17; 14.1-6; Jo 5.6-9, 16-17). O domingo comemora o maior ato de misericórdia de todos os tempos.  Todos podemos pensar em incontáveis maneiras de fazer o bem às pessoas, mas este aspecto da observação do domingo é amplamente esquecido. Aqueles que acham o domingo “monótono” quase sempre são pessoas que se tornaram egoístas.
Devemos nos envolver em obras necessárias.
Não podemos limitar isso apenas àquelas coisas necessárias à nossa sobrevivência, visto que, se assim fosse, passaríamos o dia somente respirando. O dia de descanso foi criado para o homem — em outras palavras, foi criado para o bem-estar do homem. Não há qualquer conflito entre guardar o domingo e seguir os nossos melhores interesses (Mt 12.1-8, 11-12). Continue, desfrute do domingo! Além das atividades já mencionadas, reúna-se com os amigos, prepare boa refeição para eles, converse, caminhe, sorria, ore, admire a criação de Deus e vá para a cama tendo um coração grato e contente.
This article is provided courtesy of Gospel Translations--a non-profit organization whose mission is to make gospel-centered resources accessible for Christians of every nation and language. They hope Christians everywhere will be able to learn about the gospel in their own languages and without financial impediments. They believe that increasing the accessibility of gospel-centered teaching will help local churches everywhere to lay strong doctrinal foundations, and that those strong churches will in turn bring much glory to our common Savior, Jesus Christ.

28 de mar. de 2013

Como Mudar sua Igreja

Mark Dever
Pastores sempre me perguntam: “Como fazer para que minha igreja mude?” Muitos ministros têm alienado suas igrejas na tentativa de promover mudança; a tal ponto de alguns serem afastados do ministério.
Mesmo assim, como pastores, temos de levar nossas igrejas a mudanças, muito embora isto possa tornar-se difícil. Aqui estão algumas sugestões sobre como promover mudança: ensinar, permanecer e amar.

Ensine a mudar
Primeiro, nossas idéias para aplicar em nossas igrejas deveriam vir da Escritura. Isso faz do púlpito a ferramenta mais poderosa para mudar uma igreja. A pregação expositiva constante é um meio que o Espírito Santo normalmente usa para falar aos corações humanos.
Ore para que através de sua pregação, Deus venha a ensinar a igreja como ela precisa mudar. É impressionante a frequência com que nós, pastores, queremos consertar os problemas, antes de termos tempo para explicá-los!
Muitos pastores tentam forçar a mudança em suas igrejas – quase sempre defendendo tais medidas como atribuição da liderança – quando deveriam informar a igreja a respeito da mudança pretendida. Irmãos, devemos alimentar o rebanho confiado ao nosso cuidado e não bater nele. Ensinem o rebanho.
Mesmo que a mudança que você vislumbra seja correta, ainda há a questão de o tempo ser ou não adequado. Ser correto não é uma licença para uma ação imediata, o que me leva ao segundo ponto.

29 de out. de 2012

O desafio da evangelização


É comum se ouvir que os desafios à evangelização mundial são: a contra-ofensiva satânica, as culturas fechadas ao evangelho, a perseguição da Igreja, os escassos recursos
econômicos e financeiros da Igreja, dentre outros. Entretanto, Jesus afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua igreja em marcha (Mateus 16.18). Sendo assim, o
maior desafio da evangelização é a mobilização dos evangelistas. O maior desafio da evangelização é a sensibilização dos cristãos para as necessidades daqueles que vivem sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo (Efésios 2.11-12). O maior desafio à evangelização mundial não está na seara, mas em encontrar trabalhadores para a seara. Jesus manifesta este grande desafio de três maneiras. Vejamos:

Missões é questão de obediência



Há coisas que são facultativas para uma igreja, como, por exemplo, a construção
de templos. Em muitos lugares as igrejas se reúnem em lares, em tendas, debaixo de
árvores, em dependências emprestadas ou alugadas. Contudo, missões é mandamento de
Jesus e cabe à igreja obedecê-lo. Falar de “igreja missionária” é redundância, pois o
significado original da palavra “igreja” é: a comunidade daqueles que são chamados para fora.

23 de jul. de 2012

O Conceito de Discipulado de John Wesley


A igreja não muda o mundo quando gera convertidos, mas quando gera discípulos.
John Wesley
Acerca da necessidade do discipulado, ele escreveu em seu diário em 13/03/1743:
“Pelas terríveis condições que testemunhei aqui (e deveras em todas as partes da Inglaterra), estou cada vez mais convencido de que o diabo não deseja outra coisa senão isto: que o povo em qualquer parte seja meio acordado1, e depois deixado para cair no sono novamente. Portanto, estou resolvido, pela graça de Deus, a não iniciar o trabalho em qualquer lugar sem a probabilidade de conservá-lo”.
John Wesley era defensor do discipulado radical e era extremamente preocupado com a fé do novo convertido.

27 de jun. de 2012

Um pedido aos missionários brasileiros

Amigo missionário brasileiro,
Ao escrever, presumo que agência e igreja são parceiras nas decisões de envio e acompanhamento de nossa atuação missionária.
Encontro-me regularmente com líderes e missionários. Percebo que a nossa força missionária tem muitos pontos positivos. Mas manifesta-se numa minoria comportamentos bem independentes, ao tornarem-se agenciadores de novos missionários. Nesse caso, passam a facilitar a chegada de novos missionários, sem que estes passem pelos critérios de seleção, treinamento/orientação e envio de agências estabelecidas e experientes. O resultado deste comportamento independente costuma ter inúmeras dores de cabeça que poderiam ser evitadas. Não estou dizendo que o envio por boas agências sempre dá certo, mas as falhas são bem menos frequentes. Quando missionários recebem novos missionários, sem processá-los via estruturas enviadoras, na prática, fazem o seguinte:

1) Desonram os centros de treinamento e de envio do Brasil, passando o recado implícito de que possuem pouco valor. Ou seja, as pessoas podem ir de qualquer jeito.

2) Adicionam casos trágicos que levam pessoas a pensar que no Brasil não somos sérios, quando, na verdade, a empreitada problemática não passou por critérios estabelecidos de ministérios respeitados.

3) Implicitamente, endossam independência como valor cristão. Sabemos que pessoas que não prestam conta a líderes costumam gerar uma série de problemas para eles próprios e para outros.

Por isso, com humildade, peço aos missionários do Brasil que recusem a tentação de agirem como se fossem agências missionárias. Deixem que as agências sejam agências. E que a força missionária brasileira seja uma força atuante no campo, no papel designado por Deus. Entendo que assim, funcionando como Corpo em comunhão, cada um no seu papel, produziremos mais para a glória de Deus.

Silas Tostes é presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e diretor da Missão Antioquia.

17 de jan. de 2012

PLANEJANDO UMA NOVA IGREJA


É incrível quanta tempo, energia e aflição pode ser evitada através de um simples planejamento básico. Tenho visto muitas igrejas fracassarem no seu propósito de plantação em função de um pobre, displicente e inconsequente planejamento. A plantação de uma igreja de muitas maneiras assemelha-se a um planejamento familiar.

Algumas famílias planejam os seus filhos, outras enfrentam gravidez inesperadas. Seja qual for o caso, a realidade é que a maioria das pessoas tem a mesma quantidade de tempo para se preparem antes da chegada do bebê.

Quando da chegada do bebê seria muito imprudência que os pais não tivessem devotado o tempo e a energia necessária para se prepararem mental, física, emocional - e especialmente - praticamente para este importante evento. Bebês precisam de fraldas, alimentação adequada, tempo, cuidado e atenção entre uma variedade de outras coisas. Precisamos encarar a plantação de uma igreja sob a mesma luz. Antes da igreja nascer, portanto, prepare, planeje, apronte-se.

Quatro fases da preparação:

1 - A Fase da Concepção

Esta é a fase onde a visão para uma nova congregação é concebida. Deus é quem planta esta semente no coração de um homem ou de uma mulher a fim de que o Seu propósito seja alcançado. A pessoa pode não saber em profundidade e nem em riqueza de detalhes sobre onde e como essa igreja irá nascer, mas a pessoa já sabe em seu espírito que essa igreja (ou muitas outras igrejas) irá nascer.

2 - A Fase da Gestação 

Essa é a fase crucial no estágio de plantação de igreja. É nessa fase que a estrutura e a força do futuro estará se formando. Tenho descoberto que quando um projeto de plantação de igreja fracassa, invariavelmente tem a ver com um medíocre desenvolvimento desta fase. A maior parte do trabalho base para a plantação de uma igreja precisa ser feito nessa fase.

O plantador da igreja precisa ter com clareza a sua visão, realizar os estudos e as pesquisas necessárias em relação à área que a igreja estará sendo plantada. É nesta fase que o núcleo base precisa ser desenvolvido, é imperativo desenvolver uma estratégia específica, levantar os fundos necessários para equipamento e logística de um modo geral.

Nessa fase também é necessário resistir à tentação de que o processo para “iniciar” a igreja está “demorando demais.” Promover um nascimento prematuro é uma tentação que está diante de todo plantador de igreja; a realidade é que abrir as portas de uma igreja sem uma preparação adequada pode ter sérias consequencias. Robert Logan, Peter Wagner e outros especialistas na área de plantação de igreja sugerem de 4-6 meses para se investir na fase da preparação.

3 - A Fase do Nascimento

Esse é o dia que tanto esperávamos! A nova igreja está pronta para abrir as suas portas ao público e começar a funcionar como um centro de adoração, cuidado, discipulado e evangelização.

Se o trabalho do alicerce foi bem planejado e alvos concretos foram alcançados então não existe nenhuma razão pela qual não compareça um significativo número de pessoas para essa congregação nascente. Aqui então se torna o começo de um centro onde uma comunidade irá consistentemente ver o reino das trevas ser destruído e o Reino de Deus expandido. Um grande farol foi aceso e as trevas irão fugir!

4 - A Fase da Maturidade

Se o plantador de igreja trabalhou com diligência e esmero as fases anteriores, esta fase é apenas uma consequancia natural de um sadio crescimento. O teste da maturidade de uma igreja tem a ver como quão bem ela está concretizando a sua visão. O alvo desse processo é de que a igreja venha a ser uma fonte reprodutora de novas igrejas.

Quando Jesus deu aos Seus discípulos a Grande Comissão, foi isso que Ele antecipou: que o mundo fosse ganho através da plantação de novas igrejas.

À Deus toda a Glória

16 de nov. de 2011

Construindo a Igreja


Com o que se parece uma boa igreja?


Este é o Versículo para Ser Memorizado
Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus
seja conhecida dos principados e potestades
nos céus, Efésios 3:10.


O Que É Uma Igreja?
Quer estejamos falando sobre a Igreja Universal em todo o mundo, quer estejamos nos referindo à igreja da esquina, a ‘igreja’ é sempre feita de pessoas e nunca de prédios, por melhor que eles possam ser. Nós somos a Igreja, a única ‘Casa do Senhor’.

A Importância da Igreja
A Igreja é o propósito do Pai, Efésios 3:10 A Igreja é a promessa do Filho, Mateus 16:18 A Igreja foi um resultado da chegada do Espírito Santo em Pentecostes, Atos 2:42-47 A igreja em Antioquia foi plantada por crentes comuns e foi fortalecida por homens cheios do Espírito, Atos 11:19-26
A plantação de igrejas foi um dos objetivos principais de Paulo, Atos 13; 14:23; 19; 20:17
Deus está abençoando atualmente, os novos movimentos de plantação de igrejas em todo o mundo.

15 de jun. de 2011

A estratégia de ser servo


Jesus Cristo, como líder, iniciou um empreendimento sem recursos, pessoas ou tecnologia, numa época dominada pelo Império Romano que detinha recursos, exércitos e armas. Além disto, ele teve a ousadia de escolher uma equipe sem preparo, desenvolvê-la num curto espaço de tempo e confiar o empreendimento a esta equipe, para que continuasse por muitos séculos. Jesus tinha a certeza de que o seu estilo de liderança produziria resultados. No entanto, sua maior marca foi fazer tudo sendo um líder-servo.
As bases de Jesus para a vida e a liderança
Em seu primeiro discurso, Jesus mostrou que, se os líderes não tiverem princípios sólidos para a vida, dificilmente conseguirão ter uma liderança sólida. Ele enfatizou:

Líderes que são pobres de espírito sabem como agir. Líderes que são pobres de espírito em relação à dominação, controle e manipulação, conseguem ter riqueza na atitude de servir.

Líderes sensíveis conseguem chorar, e sensibilizam outros. Líderes que conseguem expressar seus sentimentos envolvem os seus liderados na missão.

Líderes humildes adquirem capacidade de liderar por longo prazo. Líderes que eliminam a arrogância da sua liderança cometem menos desastres, ferem menos pessoas e alcançam maiores resultados.

Líderes justos alcançam resultados duradouros. Líderes conseguem servir às pessoas quando tem um senso de justiça afinado.

Líderes misericordiosos recebem misericórdia. A misericórdia aliada ao senso de justiça de um líder faz com que os parâmetros de serviço se tornem transparentes e não interesseiros.

Líderes puros vêem a verdade concretizada. Líderes comprometidos com a verdade normalmente conseguem servir quando têm um coração puro. O coração puro é fruto daquilo que o líder tem interiormente.

Líderes pacificadores têm sua autoridade reconhecida. Os pacificadores são reconhecidos como aqueles que podem intervir numa causa para alcançar resultados melhores.

Líderes perseguidos recebem recompensa. Na grande maioria dos casos, a perseguição é fruto da disposição do líder de “pagar o preço”, e serve como uma recompensa interior, de que ele está no caminho certo, servindo a uma causa ou a um grupo de pessoas.

Todo o estilo de liderança de Jesus Cristo estava fundamentado no caráter. A atitude de servo de Jesus foi baseada em alguns pilares do seu caráter. O servir na vida de Jesus implicava em ir até a morte para que as pessoas a quem ele desejava servir entendessem que ele estava fazendo isto para que elas tivessem qualidade de vida. A liderança voltada para o “eu” não se preocupa em servir aos outros, como também não está voltada para a transformação. Wiilkes afirma que “A verdadeira liderança servil começa quando o líder se humilha para cumprir a missão que lhe foi confiada, em vez de servir aos seus interesses pessoais”.
O que se denota do estilo de liderança de Jesus é que sua missão foi precedida do seu ensino, que foi baseado em seu exemplo de vida e que teve como lastro o seu caráter. Francês Hesselbein, presidente da Peter Drucker Foundation afirma que “o líder de hoje e do futuro será focado em como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem”. O fundamento da liderança para o serviço é constituído de alguns pilares que sustentam o caráter do líder, como: espírito simples, sensibilidade, humildade, justiça, misericórdia, pureza, paz e disposição de pagar o preço de servir. Estas bases conduzem o líder ao resultado.
Servir e liderar
O líder que deseja servir pode prover esperança em meio ao caos e pode ser um exemplo para aqueles que desejam direção e propósitos em suas vidas. O princípio que Jesus viveu é que, quando um líder se torna servo, irá ampliar o alcance da sua influência na liderança. O serviço funciona como um respaldo à autoridade. Na proporção em que um líder serve aos seus liderados, ele reforça sua autoridade para conduzi-los na direção dos objetivos que precisam ser atingidos. Na proporção em que o líder apenas manda nos seus liderados ele os força a seguí-lo por causa da sua posição.

Servir é fruto da visão de vida. Servir é fruto de um conjunto de valores que os líderes cultivam e praticam. Servir é uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda, que demonstrem uma aparência para as pessoas. Oswald Sanders comenta que: “Embora Jesus não fosse um revolucionário no sentido político, muitos de seus ensinos eram espantosos e revolucionários, especialmente aqueles concernentes à liderança. No mundo contemporâneo, o termo servo tem uma conotação de inferioridade, mas, não era assim no ensino de Jesus. Na verdade, ele magnificou o termo, igualando-o à grandeza, e isto, certamente, foi um conceito revolucionário. A maioria das pessoas não tem nada em tornar-se senhores, mas há muito pouca atração em ser servo”.

Um líder não é apenas alguém que detém o poder para conduzir um grupo de pessoas a alcançar um objetivo. Jesus trabalhou um conceito de poder diferenciado com seus discípulos. Logo quando os chamou para iniciarem a missão com ele, afirmou que lhes daria poder para serem efetivos. O poder a que Jesus se referia indicava autoridade ou lastro. A ênfase de Jesus na figura do líder-servo foi especialmente para combater o falso tipo de liderança que existia em sua época.
A estratégia de líder-servo de Jesus
A história e a estratégia de Jesus apenas mostram aquilo que não é novidade. De tempos em tempos, os líderes começam apenas a exercer uma função que lhes foi conferida, fascinam-se com os símbolos de poder e distanciam-se de um exemplo prático de liderança que serve as pessoas. Um dos significados mais fortes que Jesus deu para a liderança não foi simplesmente realizar coisas, mas formar pessoas. O apego ao poder da função faz com que os líderes queiram realizar cada vez mais atividades e se preocupem cada vez menos com o desenvolvimento de outros líderes.
Poder, delegação e desenvolvimento de líderes são três coisas conexas na vida de Jesus. O que Jesus mostrou através do seu próprio exemplo é que o maior legado que um líder pode deixar para o futuro é a formação de outros líderes através da sua própria vida.
Quando se observa a vida de Jesus, entende-se a forma como ele conseguiu conjugar dois termos aparentemente opostos: servir e liderar. Liderar requer motivação, servir requer coragem. Liderar depende das habilidades que se consegue obter, mas servir depende daquilo que uma pessoa é. A liderança servidora não é apenas uma boa forma de se liderar. Líderes-servos não são passivos conforme Lawrence. Eles se envolvem com seus liderados, ajudando-os a crescer. No entanto, o envolvimento não é apenas intelectual, mas de coração a coração.
Líderes são servos e eficazes quando as pessoas que lideram se tornam melhores por sua causa, e não quando conseguem subjugá-las para que os sirvam e alcancem melhores resultados. A formação de um líder-servo parece não ser completa apenas com a assimilação de alguns conceitos. É necessário um processo. A primeira parte do processo implica em fazer o líder desaprender parte do que sabe sobre liderança, especialmente o que contraria a essência do que significa ser servo. A segunda parte do processo implica em padecer as dores de tornar-se servo, assimilando valores que influirão no “ser” do líder. Quando o líder capacita seus liderados esta é uma forma de servi-los.