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9 de mai. de 2016

Acabei De Assumir Uma Igreja Que Está Morrendo… E Agora?

By Brian Croft, May 6, 2016

Muito dos erros que um pastor comete em uma igreja em dificuldades e precisando de revitalização acontecem devido a sua falta de conhecimento sobre o que fazer. A falta de uma reflexão clara sobre esse assunto faz com que o pastor dê ouvidos a todo tipo de orientação e reaja bruscamente ao que vê e ouve em sua igreja. Alguns dizem para mudar tudo imediatamente. Outros insistem que o pastor busque vida fora da igreja. Se um pastor não tem uma visão definida sobre o que fazer e uma ideia ainda mais clara do que não fazer, ele vai reagir e tomar decisões precipitadas baseadas na bagunça que ele encontrar.
Um pastor precisa ser treinado para não reagir tão precipitadamente em relação aos problemas e às bagunças que ele encontrar, mas ter um plano claro de como seu tempo deverá ser gasto durante os primeiros anos independente dos problemas que herdar. A melhor abordagem de um pastor quando chega a uma congregação disfuncional e morrendo é simplesmente ser um pastor para aquelas pessoas. É por essa razão que pastores precisam ser treinados nos aspectos práticos da teologia pastoral a fim de serem equipados para o trabalho do ministério.
Uma definição simples de teologia pastoral é a aplicação da teologia bíblica de forma pastoral com o propósito de cuidar do povo de Deus.
Ou seja, a teologia pastoral informa um pastor sobre as tarefas do dia-a-dia com o objetivo de servir ao povo de Deus. Essas tarefas incluem coisas como pregar, orar, visitar o doente, cuidar das viúvas, discipular, formar líderes, encorajar o fraco, celebrar casamentos e funerais, para destacar algumas.
A chave para aplicar a teologia pastoral na revitalização da igreja está centrada nestes dois princípios: as tarefas bíblicas do pastor para cuidar do rebanho. A ausência de teologia pastoral bíblica frequentemente resulta em pragmatismo. A ausência de um desejo intencional, sábio e criativo de ministrar ao povo de Deus e ir até o ponto onde estão pode criar o purismo. (Para ler mais acerca de pragmatismo e purismo, cliqueaqui).
Um pastor não deveria colocar sobre si a expectativa esmagadora de transformar a igreja em dezoito meses, mas deveria chegar com uma visão clara de qual é o seu chamado como pastor e fazer isso com todas as suas forças. Primeiro, e acima de tudo, prepare-se apenas para ser paciente e pastorear as almas das pessoas que estarão lá quando você chegar. Isso permite a um pastor fazer o que ele pode fazer e concede tempo para que Deus faça o que somente ele pode fazer.
Por: Brian Croft. © 2016 Practical Shepherding 

15 de jul. de 2014

PASSOS PARA SE TORNAR UM CRISTÃO MEDÍOCRE

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1- Trabalhe no mínimo 12 horas por dia, se possível leve trabalho para casa e também use os fins de semana para adiantar o serviço.
2- Faça cursos, seminários, faculdades, todos focando na carreira profissional, não se preocupe em estudar a Bíblia ou nada ligado a teologia, afinal isso é para escribas e fariseus.
3- Em casa procure ficar antenado com o que está acontecendo, assista novelas, seriados, filmes, se mantenha o mais informado possível.
4- Esteja em todas as redes sociais, Facebook, Orkut, Twitter e todas as outras que surgir, empenhe-se em fazer o social com a galera, e envie muitas coisas engraçadas porque é disso que o povo gosta.
5- Leia muitos livros de pastores, bispos, e etc… não importa se não der tempo de ler a bíblia, o importante é aprender de quem está em evidência.
6- Procure acumular bens, casas, carros, coisas de luxo, é importante mostrar para os outros que o “senhor” tem te prosperado.
7- Se alguém vier lhe pedir comida ou esmola, feche o vidro do carro e não abra a porta da casa, não se sinta culpado em não ajudar pois você não é o salvador do mundo.
8- Ao ver alguém em dificuldade, seja enfermidade, nas finanças, casamento, limite-se em dizer que irá orar pela pessoa, e não tem problema se esquecer de orar depois, afinal Deus sabe de todas as coisas.
9- Se depois de tudo isso ainda lhe sobrar algum tempo livre, procure descansar, se possível faça uma viagem para Resorts, ou em cruzeiros, de preferência em lugares paradisíacos onde “poucos” tem acesso, afinal você é um privilegiado do Senhor e tem que desfrutar do melhor dessa terra.
10- Por fim leia, dê risada dos itens acima, compartilhe com seus amigos e finja que nada disso acontece com você, pois a vida continua.

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14 de out. de 2013

Com que antecipação você deve planejar os sermões na igreja?

"Eu diria que os sermões mensais são preparados com antecipação de três semanas ou mais. Mas o que temos é um Calendário Anual de ênfase que quer dar a cada mês na igreja. Tal cronograma é feito um ano de antecedência ou em vez disso, em novembro ou dezembro do ano anterior. então a cada mês e têm o seu foco, seus textos e temas bíblicos que queria jogar.
Todo o processo de planejamento começa com a equipe pastoral, mais ou menos no final de cada ano. Conscientemente, nós entramos em um tempo de oração, na busca de um foco para o próximo ano e um texto bíblico para ser o lema para o ano. De lá, quebrar os temas

8 de jun. de 2013

Os segredos dos Pastores

Alguns dias atrás eu recebi esta reflexão com fatos interessantes e estatísticas sobre o pastorado, fui enviado a partir dos Pastores União Boaco, Nicarágua. Esta reflexão é originalmente escrito em Inglês por Philip Wagner e depois traduzido para o espanhol. Embora o artigo é, na verdade, as estatísticas e os pastores americanos problemas são os mesmos em todo o mundo. Que Deus te abençoe na leitura deste artigo:

Peter Drucker, o guru da liderança tarde disse que os quatro trabalhos mais difíceis, nos Estados Unidos (e não necessariamente nessa ordem) são:

1 - Ser presidente dos Estados Unidos.
2 - Ser presidente de uma universidade.
3 - Ser um CEO hospital, e
4 - Seja Pastor.
Isso é verdade? Pastores amar a Deus e amar as pessoas. Eles oram para o povo, levar as pessoas a ter fé em Jesus Cristo e ensinar a Palavra de Deus.
Este é um trabalho de sonho. Você pode ler a Bíblia todos os dias, rezar, jogar golfe e pregar. Eu quero fazer isso!
Aqui vai o segredo: ser pastor é um trabalho árduo, não para os frangos.

10 de abr. de 2013

Como posso saber se sou chamado para o Ministério Pastoral?


Já me perguntaram isso muitas vezes, e não tenho certeza se concordo com ela. Essa questão muitas vezes assume que o pastor, única entre todas as vocações do mundo, vai (e às vezes deve) ter um chamado poderoso, divino e subjetivo para o ministério, que sem sombra de dúvida o apontará para a direção ordenada por Deus. Eu não vejo apoio para esse tipo de experiência normativa nas Escrituras.
Mas eu entendo o que os jovens estão procurando. Eles entendem que o ministério pastoral é um trabalho pesado, que não deve ser assumido levianamente. Então, naturalmente, eles querem saber se as suas inclinações não visam o benefício próprio e se sua direção não é uma incumbência de tolo. Eles estão à procura de uma sinalização ao longo do caminho para mostrar-lhes que não estão, obviamente, no caminho errado. Isso é um impulso louvável.
Eis algumas perguntas que você deve perguntar a si mesmo enquanto considera o chamado para o ministério pastoral.
1. Eu preencho as qualificações estabelecidas em 1 Timóteo 3 e Tito 1? 
Esse é o lugar para começar. Se o seu caráter não é maduro, estável e (de forma não perfeccionista) exemplar, então você não está pronto para ser um pastor. Isso não significa necessariamente que você está no caminho errado, se você ainda não tem vitória sobre certos pecados (como pornografia), mas significa que você não estará pronto até preencher os padrões bíblicos.

28 de mar. de 2013

Como Mudar sua Igreja

Mark Dever
Pastores sempre me perguntam: “Como fazer para que minha igreja mude?” Muitos ministros têm alienado suas igrejas na tentativa de promover mudança; a tal ponto de alguns serem afastados do ministério.
Mesmo assim, como pastores, temos de levar nossas igrejas a mudanças, muito embora isto possa tornar-se difícil. Aqui estão algumas sugestões sobre como promover mudança: ensinar, permanecer e amar.

Ensine a mudar
Primeiro, nossas idéias para aplicar em nossas igrejas deveriam vir da Escritura. Isso faz do púlpito a ferramenta mais poderosa para mudar uma igreja. A pregação expositiva constante é um meio que o Espírito Santo normalmente usa para falar aos corações humanos.
Ore para que através de sua pregação, Deus venha a ensinar a igreja como ela precisa mudar. É impressionante a frequência com que nós, pastores, queremos consertar os problemas, antes de termos tempo para explicá-los!
Muitos pastores tentam forçar a mudança em suas igrejas – quase sempre defendendo tais medidas como atribuição da liderança – quando deveriam informar a igreja a respeito da mudança pretendida. Irmãos, devemos alimentar o rebanho confiado ao nosso cuidado e não bater nele. Ensinem o rebanho.
Mesmo que a mudança que você vislumbra seja correta, ainda há a questão de o tempo ser ou não adequado. Ser correto não é uma licença para uma ação imediata, o que me leva ao segundo ponto.

25 de mar. de 2013

O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar.

                  Entrevista por Wolfgang Streich com o Dr. Alfred Neufeld. 

Dr. Neufeld Você pode explicar o termo envolvendo o pastor biblicamente? 
A idéia vem de ção pastoral do pastor tradição de Israel. A criação de animais, principalmente ovelhas, alimentação e cuidado, proteção e correção, serviu de exemplo para o cuidado espiritual do povo de Deus. O próprio Deus é frequentemente identificado como o Bom Pastor, expressa no Salmo 23. 
Jesus se identifica como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, que atinge ovelhas obedientes que acatam a sua voz e segui-lo, e que protege as suas ovelhas para que ninguém as arrebatará da sua mão. Pastores hoje fazer bem a considerar o caráter pastoral de Deus e da vida pastoral de Jesus como modelo profissional. 

Quanta autoridade deve ter o pastor na igreja? 
Bem, em primeiro lugar, é importante notar que os pastores são em número de quatro na lista dos dons espirituais em Efésios 4, e são uma nova adição à equipe de liderança espiritual da igreja. A concentração atual de autoridade pastoral, representado em uma única pessoa, não muito bíblica. O papel bíblico pastoral não tem muito a ver com autoridade, mas com alimentação e ensinar. Além disso, não há dúvida de que a Bíblia ensina uma forte liderança espiritual e pastoral. Temos também de ter em conta que é provável que os termos "pastor", "bispo", "presbítero" e "ancião" são sinônimos na Bíblia. 

3 de out. de 2012

Comentários que Destroem



Uma coisa que temos que entender nessa vida é que, apesar de todos os esforços para ser apreciado por todos e tentando fazer a coisa certa, há sempre comentários intencionados ou não para tentar destruir o que você quer fazer .
Por alguma razão, as pessoas nunca concordam completamente com o que você faz, como você faz o que quer ser um herói, mas quando você faz algo que eles não aparecem, então você é um vilão.

Não podemos passar a vida parar com os comentários tudo que eles querem é destruir você, se você está na vida para pagar a atenção para o quanto você fala ou o que você está criticando, então você nunca vai avançar.
As pessoas tentam fazer os comentários  "construtivo" de seu ponto de vista, mas a realidade é que, em muitos casos, ser apenas um disfarce que como realidade traz destruição.

As pessoas vão criticá-lo para parar o que você está fazendo e que nunca poderiam fazer e é tão fácil criticar, sentar no sofá para assistir que está saindo na TV é uma brisa, mas ser a estrela do que estas observando não é fácil.

Muitos de nós enchemos a boca de críticas sem realmente saber a verdadeira intenção de quem estamos criticando, fazemos com base em uma interpretação pessoal e deixaamos de lado o que Deus pode pensar sobre isso.

Quando Samuel foi ungir Davi como o futuro rei de Israel, pela primeira vez todos os seus irmãos e cada um deles parecia forte o suficiente para ser o próximo rei de Israel, mas Deus disse: "Mas o Senhor disse Samuel: "Não julgue por sua aparência, nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê as coisas do jeito que você vê. Julgamos as pessoas pelas aparências, mas o Senhor olha para o coração. "1 Samuel 16:7.


Samuel não era qualquer um, era um profeta de Deus, um homem da presença do Senhor, porém equivocado em seu julgamento é baseada na interpretação dada pelo físico observado entre os irmãos de David, então ali Deus deu-lhe uma lição que ele jamais esquecerá e que, hoje, milhares de anos depois, Deus está nos ensinando que não podemos basear nossa crítica ou julgamento com base na aparência, porque Deus faz com base no coração e suas intenções.


Talvez você muitas vezes é criticado por querer faz algo diferente do resto, mas se você está fazendo que é conduzido por Deus Faça isso!, Não espere para receber os parabéns e expressões de apoio, lembre-se que nunca o inimigo quer ver você ter sucesso e vai usar a crítica como arma para derrubar todas as suas metas e objetivos, a pergunta então é: Será que você vai permitir tão facilmente as críticas derrubar tudo o que você sonhou?


Ao receber a crítica destrutiva não prestar atenção a cada palavra e frase, quando você ouvir algo que machuca humanamente lembrar que é um dardo sobre o inimigo está jogando sua vida para parar, por isso preciso ter força a seguir em frente!, Porque quando os dardos são enviados é porque o que você está fazendo irá impactar de modo que você vai se surpreender com o que Deus fará em sua vida.


Os comentários destrutivos tudo que você tem que ter em você é o desejo de seguir em frente, apesar de tudo para alcançar seus objetivos, esses comentários com más intenções longe de causar a sua queda vai fazer você mais forte e provocar em você o desejo de lutar para cumprir seus sonhos.

Siga em frente! Não pare!

15 de jun. de 2011

A estratégia de ser servo


Jesus Cristo, como líder, iniciou um empreendimento sem recursos, pessoas ou tecnologia, numa época dominada pelo Império Romano que detinha recursos, exércitos e armas. Além disto, ele teve a ousadia de escolher uma equipe sem preparo, desenvolvê-la num curto espaço de tempo e confiar o empreendimento a esta equipe, para que continuasse por muitos séculos. Jesus tinha a certeza de que o seu estilo de liderança produziria resultados. No entanto, sua maior marca foi fazer tudo sendo um líder-servo.
As bases de Jesus para a vida e a liderança
Em seu primeiro discurso, Jesus mostrou que, se os líderes não tiverem princípios sólidos para a vida, dificilmente conseguirão ter uma liderança sólida. Ele enfatizou:

Líderes que são pobres de espírito sabem como agir. Líderes que são pobres de espírito em relação à dominação, controle e manipulação, conseguem ter riqueza na atitude de servir.

Líderes sensíveis conseguem chorar, e sensibilizam outros. Líderes que conseguem expressar seus sentimentos envolvem os seus liderados na missão.

Líderes humildes adquirem capacidade de liderar por longo prazo. Líderes que eliminam a arrogância da sua liderança cometem menos desastres, ferem menos pessoas e alcançam maiores resultados.

Líderes justos alcançam resultados duradouros. Líderes conseguem servir às pessoas quando tem um senso de justiça afinado.

Líderes misericordiosos recebem misericórdia. A misericórdia aliada ao senso de justiça de um líder faz com que os parâmetros de serviço se tornem transparentes e não interesseiros.

Líderes puros vêem a verdade concretizada. Líderes comprometidos com a verdade normalmente conseguem servir quando têm um coração puro. O coração puro é fruto daquilo que o líder tem interiormente.

Líderes pacificadores têm sua autoridade reconhecida. Os pacificadores são reconhecidos como aqueles que podem intervir numa causa para alcançar resultados melhores.

Líderes perseguidos recebem recompensa. Na grande maioria dos casos, a perseguição é fruto da disposição do líder de “pagar o preço”, e serve como uma recompensa interior, de que ele está no caminho certo, servindo a uma causa ou a um grupo de pessoas.

Todo o estilo de liderança de Jesus Cristo estava fundamentado no caráter. A atitude de servo de Jesus foi baseada em alguns pilares do seu caráter. O servir na vida de Jesus implicava em ir até a morte para que as pessoas a quem ele desejava servir entendessem que ele estava fazendo isto para que elas tivessem qualidade de vida. A liderança voltada para o “eu” não se preocupa em servir aos outros, como também não está voltada para a transformação. Wiilkes afirma que “A verdadeira liderança servil começa quando o líder se humilha para cumprir a missão que lhe foi confiada, em vez de servir aos seus interesses pessoais”.
O que se denota do estilo de liderança de Jesus é que sua missão foi precedida do seu ensino, que foi baseado em seu exemplo de vida e que teve como lastro o seu caráter. Francês Hesselbein, presidente da Peter Drucker Foundation afirma que “o líder de hoje e do futuro será focado em como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem”. O fundamento da liderança para o serviço é constituído de alguns pilares que sustentam o caráter do líder, como: espírito simples, sensibilidade, humildade, justiça, misericórdia, pureza, paz e disposição de pagar o preço de servir. Estas bases conduzem o líder ao resultado.
Servir e liderar
O líder que deseja servir pode prover esperança em meio ao caos e pode ser um exemplo para aqueles que desejam direção e propósitos em suas vidas. O princípio que Jesus viveu é que, quando um líder se torna servo, irá ampliar o alcance da sua influência na liderança. O serviço funciona como um respaldo à autoridade. Na proporção em que um líder serve aos seus liderados, ele reforça sua autoridade para conduzi-los na direção dos objetivos que precisam ser atingidos. Na proporção em que o líder apenas manda nos seus liderados ele os força a seguí-lo por causa da sua posição.

Servir é fruto da visão de vida. Servir é fruto de um conjunto de valores que os líderes cultivam e praticam. Servir é uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda, que demonstrem uma aparência para as pessoas. Oswald Sanders comenta que: “Embora Jesus não fosse um revolucionário no sentido político, muitos de seus ensinos eram espantosos e revolucionários, especialmente aqueles concernentes à liderança. No mundo contemporâneo, o termo servo tem uma conotação de inferioridade, mas, não era assim no ensino de Jesus. Na verdade, ele magnificou o termo, igualando-o à grandeza, e isto, certamente, foi um conceito revolucionário. A maioria das pessoas não tem nada em tornar-se senhores, mas há muito pouca atração em ser servo”.

Um líder não é apenas alguém que detém o poder para conduzir um grupo de pessoas a alcançar um objetivo. Jesus trabalhou um conceito de poder diferenciado com seus discípulos. Logo quando os chamou para iniciarem a missão com ele, afirmou que lhes daria poder para serem efetivos. O poder a que Jesus se referia indicava autoridade ou lastro. A ênfase de Jesus na figura do líder-servo foi especialmente para combater o falso tipo de liderança que existia em sua época.
A estratégia de líder-servo de Jesus
A história e a estratégia de Jesus apenas mostram aquilo que não é novidade. De tempos em tempos, os líderes começam apenas a exercer uma função que lhes foi conferida, fascinam-se com os símbolos de poder e distanciam-se de um exemplo prático de liderança que serve as pessoas. Um dos significados mais fortes que Jesus deu para a liderança não foi simplesmente realizar coisas, mas formar pessoas. O apego ao poder da função faz com que os líderes queiram realizar cada vez mais atividades e se preocupem cada vez menos com o desenvolvimento de outros líderes.
Poder, delegação e desenvolvimento de líderes são três coisas conexas na vida de Jesus. O que Jesus mostrou através do seu próprio exemplo é que o maior legado que um líder pode deixar para o futuro é a formação de outros líderes através da sua própria vida.
Quando se observa a vida de Jesus, entende-se a forma como ele conseguiu conjugar dois termos aparentemente opostos: servir e liderar. Liderar requer motivação, servir requer coragem. Liderar depende das habilidades que se consegue obter, mas servir depende daquilo que uma pessoa é. A liderança servidora não é apenas uma boa forma de se liderar. Líderes-servos não são passivos conforme Lawrence. Eles se envolvem com seus liderados, ajudando-os a crescer. No entanto, o envolvimento não é apenas intelectual, mas de coração a coração.
Líderes são servos e eficazes quando as pessoas que lideram se tornam melhores por sua causa, e não quando conseguem subjugá-las para que os sirvam e alcancem melhores resultados. A formação de um líder-servo parece não ser completa apenas com a assimilação de alguns conceitos. É necessário um processo. A primeira parte do processo implica em fazer o líder desaprender parte do que sabe sobre liderança, especialmente o que contraria a essência do que significa ser servo. A segunda parte do processo implica em padecer as dores de tornar-se servo, assimilando valores que influirão no “ser” do líder. Quando o líder capacita seus liderados esta é uma forma de servi-los.